Estradas Verdes

É...realmente o tema “Meio Ambiente” esta em pauta nos vários confins do mundo e sendo cogitado seriamente nos cérebros dos vários pesquisadores espalhados pelo mundo, que buscam incansavelmente soluções para tornar nossas vidas algo mais “ecológicamente corretas”, talvez motivados pelos sérios problemas futuros que fomos capazes de sacar até o presente momento em relação ao nosso planetinha, claro, alertados pelo que já está ocorrendo.

Pois bem, agora parece que essa onda verde brevemente estará mais presente no nosso cotidiano com as chamadas “estradas verdes”, isso é se o projeto não for atravancado por empresas que preferem o monopólio atual em que se situam como protagonistas e que garante um lucro satisfatório que também garantem o estilo duro de vida (sarcasmo) cheia de bens e o incessante saciamento de suas necessidades e anseios por coisas supérfluas, fruto do consumo e estilo caro de vida de seus empresários.

Engenheiros Holandeses anunciaram a construção da primeira rodovia com uma pavimentação que elimina a poluição emitida pelos veículos. Partindo de um material desenvolvido pelos japoneses (só podia ser né), a pequena estrada de Hengelo, Holanda, receberá um pavimento que contém um aditivo capaz de capturar as partículas de óxido de nitrogênio (principal causa das chuvas ácidas) emitidas pelos escapamentos dos veículos, a estrada dessa cidade foi escolhida por estar sendo reconstruída e pelo ar lá ser mais puro, o que permite um acompanhamento dos avanços pelos pesquisadores.

“O concreto purificador de ar recebe em sua formulação um aditivo à base de dióxido de titânio. Quando exposto à luz do Sol, o material reage com os óxidos de nitrogênio, transformando-os em nitratos, que são inofensivos ao meio ambiente. Basta uma chuva para que todo o pó inerte seja lavado e a estrada fique limpa de novo.” Fonte: Inovação Tecnológica.

Não obstante, os espanhóis decidiram criar algo do gênero para a tão linda Madri, diferente dos holandeses, os espanhóis criaram um composto ao qual chamam de “noxer”, que é um revestimento também a base de dióxido de titânio que gruda ao asfalto e capta as partículas de óxido de nitrogênio com uma reação fotocatalítica, em dias de sol muito forte, esse produto ao ser misturado ao asfalto permitirá que sejam eliminados até 90% da poluição emitida por veículos e fará com que fique grudado ao asfalto, e em dia de sol fraco chega-se a 70% segundo os pesquisadores, e assim como o dos amigos holandeses, basta uma chuva para limpar novamente o pavimento e recuperar sua capacidade assimiladora.

Já que todos estão inspirados nas chamadas estradas verdes, os nossos tão estimados vizinhos, os Estado-unidenses não podiam ficar atrás, descobriram uma forma de gerar energia por meio do calor gerado pelo sol na pavimentação das rodovias, ruas e estacionamentos. O asfalto fica realmente quente sob o sol, e serve como coletor térmico para a geração de água quente ou energia elétrica, fora que elimina as chamadas “ilhas térmicas” das grandes cidades.

Os pesquisadores do Instituto Politécnico Worcester, nos Estados Unidos, utilizaram termopares incorporados ao asfalto para medir a penetração do calor solar no asfalto e canos de cobre para medir a transferência do calor para um fluxo de água, que pode ser utilizada em residências e indústrias, ou então enviada para um gerador termoelétrico e gerar energia elétrica. O bom é que o asfalto retém o calor do sol por muito mais tempo após o sol ter se posto, diferente das células fotovoltaicas conhecidas atualmente.

Porém a viabilidade do projeto ainda esta sendo estudada, podendo substituir os tubos de cobre por outro material especialmente desenvolvido para esse objetivo e que possa ser implantado durante o processo de recapeamento das vias já existentes, fora que também estão desenvolvendo tintas que diminuem a reflexão do asfalto e a incrementação de novos componentes, de forma a aumentar sua capacidade de absorção e armazenagem do calor.

Se realmente essa onda de gerar energia pelo calor do asfalto pegar aqui no Brasil, pelo menos os “encanadores” não vão ter problemas com a manutenção, já que terão muitos buracos no asfalto possibilitando o devido conserto (ehehehe) e quem sabe não privatizam também as ruas de nossas cidades, porém uma coisa é certa: teremos outro imposto, dito para a manutenção desse sistema, mas certamente desviado para cobrir os gastos com supérfluos da administração e quem sabe não será outra obra superfaturada?

1 Comentário:

Gato-do-mato disse...

Daniel,

Fico realmente feliz que tenha gostado do blog!
Estamos trabalhando para cada vez deixá-lo melhor e mais acessível.

Sugestões e críticas são sempre bem vindas :)

E seu blog é muito bonito, parabéns!
O que precisar de ajuda pode contar comigo!

Valeu!

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