Sacolas plásticas parte II: buscando uma saída

No post anterior mostrei parte da problemática por trás do uso das sacolas plásticas em relação ao seu impacto no meio ambiente e talvez parte da criação de uma cultura envolta ao plástico, onde nossos heróis são de plástico, carros são praticamente plástico, roupas com plástico, e que tudo que não possui plástico ainda poderá vir a ter plástico.

A partir desse fato, comprovado e sabido por todos, muitos governos tem adotado medidas até, de certa forma, radicais em relação às sacolas plásticas, como na França onde, especialmente em Paris, as sacolas plásticas foram banidas por lei, e pretende-se expandir essa lei para todo o país. Na Irlanda, que o cliente deve pagar 15 centavos de euro (convertido em projetos ambientais) por sacola usada na compra, o que fez com que o consumo caísse 90%, e quando ameaçou voltar o consumo a taxa aumentou (fonte: Super-Interessante), temos também Zanzibar, que BANIU por completo o uso das sacolas por afetar a vida marinha, principal atividade econômica, e se você for pego com sacos plásticos, você fica pelo menos 6 meses na cadeia ou então toma uma multa de 2000 dólares (Fonte: BBC News). Nessa lista há outros países nas quais as sacolas plásticas foram banidas por lei, mas que somente estes dão um exemplo.

“Segundo o Ibope, 75% da população prefere carregar suas compras em sacolas plásticas. E, de acordo com a SP Trade, 61% das pessoas utilizam a sacola somente “da metade para baixo”, ou seja, não ocupam todo o espaço da embalagem. Esta última constatação vem de um levantamento realizado em 12 empresas de supermercado da cidade de São Paulo, num total de 400 lojas.” (Fonte: Jornal Já)

Isso realmente acontece, os supermercados são um grande exemplo, eles praticamente colocam um item por sacola e te empurram sacolas e mais sacolas de plástico, sacolas estas que com certeza não retornarão aos supermercados, ou porque rasgaram devido sua alta qualidade e expessura ou porque não é prático, e sabemos que as malditas não são de muita utilidade se não aliadas a um outro objeto, que geralmente vai dentro dela, ai junta-se milhares de sacolas em casa devido aquela idéia de que algum dia iremos precisar delas, como realmente um dia precisaremos, e assim elas agora praticamente dominam o mundo, isso sem contar as embalagens também de plástico.

Muitos de vocês, caros leitores, podem rebater os argumentos aqui apresentados com o fato da sacola plástica ser reciclável, mas a questão é que ela é de difícil reciclagem, devido sua espessura, porém existem iniciativas que buscam maneiras de converter o plástico em outros produtos, como o caso da madeira de plástico, da qual a garrafa PET pode fazer parte, o que ajuda com a diminuição do desmatamento por não prover de árvores, como mostra o vídeo abaixo.

Mas e quanto aos sacos plásticos oxibiodegradáveis? Pois é, essa seria uma grande proposta, pois acelera a decomposição do plástico numa velocidade cem vezes maior que o processo natural. O problema esta que ele apenas mascara o real problema, servindo inclusive de precursor para um dano maior ao meio ambiente.

O problema esta nos catalisadores empregados para acelerar o processo de decomposição, composto de metais pesados como o níquel, cobalto e manganês. (Fonte: Jornal da Ciência).

Mas existe ainda o plástico biodegradável. Mas ao invés de explicar de imediato o que é o plástico biodegradável, prefiro mostrar a diferença entre este plástico e o oxibiodegradável. A diferença é que o plástico Oxibiodegradável na verdade, se fragmenta através da oxidação criada pelos novos aditivos químicos adicionados ao plástico, o que não elimina as partículas do plástico em si, permitindo inclusive que esse plástico fragmentado se infiltre no solo e contamine os lençóis freáticos, e outros, juntamente com outros elementos não existentes no plástico comum (esse foi o motivo pela qual a lei que exigia somente o uso desse plástico em São Paulo fosse vetado pelo José Serra), em contrapartida, os biodegradáveis baseiam-se em compostos vegetais como o amido, servindo de alimento para microorganismos no solo que o decompõe. Outro plástico interessante e biodegradável é o plástico PHB (polihidroxibutirato), produzido na excreção da bactéria Burkholderia sacchari ao se alimentar de açúcar (em estudo, fonte: Inova Unicamp). Porém o plástico biodegradável se fragmenta numa velocidade menor que os oxibiodegradaveis, onde apesar de serem mais ecologicamente corretos, sua tecnologia é mais cara.

No Brasil há varias leis em processo de aprovação contra os sacos plásticos, porém aqui o processo é lento, já que há a enorme pressão advinda da indústria do plástico, que não tem o menor interesse na aprovação dessas leis e que por sinal rebate essas campanhas com alguns vídeos de consumo consciente do plástico através da ONG Plastivida (pode ser conferida no youtube), que infere também grandemente na vontade de alguns políticos cujos interesses (R$$) vão além da preservação ambiental, já que “não estarão mais aqui” quando a bomba estourar.

Vou ficando por aqui nesse post, pois perdi minha linha de raciocínio e esqueci o que ia escrever, mas gostaria de saber a opinião de vocês, leitores do blog, sobre esse assunto, até mesmo pra eu saber se há alguma informação que falte. Obrigado

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Sacolas plásticas parte 1: apresentando o perigo

Hoje em dia muito se fala em torno desse produto e sobre as conseqüências de sua produção, uso e principalmente do descarte em relação ao meio ambiente. Aparentemente inofensivos, esses produtos se utilizados e alojados de forma inadequada, podem gerar impactos desagradáveis para o meio ambiente, fruto da bagunça moderna que virou parte da vida dos seres humanos com suas manias de praticidade e higiene além claro, da irresponsabilidade pelas conseqüências de seus atos.

Segundo Fernanda Altoé Daltro, técnica em consumo sustentável do departamento de economia e meio ambiente do Ministério do Meio Ambiente (nuss), o Brasil produz cerca de 3,9 milhões de toneladas de sacos plásticos, e consome 12 bilhões de unidades, onde 87% desse total viram sacos de lixo doméstico (fonte: Câmara Municipal de Belo Horizonte).

Tenho que admitir que os sacos plásticos sejam “úteis” (não tão necessárias) para a vida moderna pela sua praticidade e versatilidade além de serem considerados higiênicos, ou então para atuarem em algum filme de hollywood ehehe, veja. Porém em contrapartida, hoje em dia TUDO possui plástico e é embalado em sacos plásticos, e como já nos é também conhecido, tudo que se compra vira lixo e com os sacos plásticos não seria diferente, ora pois ela praticamente representa a indústria do descartável, sendo criado junto com a mesma. Grande parte de todo esse lixo gerado acaba não indo parar nos lixões, mas são jogados em lugares indevidos pela própria população, e claro: acaba indo para os bueiros, que quando não os entope (contribuindo para mais enchentes), vai parar num rio, onde se não ficar preso nas margens ou no fundo do próprio rio, já poluído com os dejetos de toda uma cidade ou metrópole, ou se não for comido por algum pássaro ou peixe que o confunda com alimento, acaba parando no mar, onde animais marinhos como baleias, golfinhos, tartarugas e outros, também o confundem com alimento, morrendo sufocados com aquilo que não era pra estar ali. Citando UM caso (dentre milhares), em 2002 uma baleia minke foi encontrada morta na costa da Normandia, França, com 800 quilos de sacos plásticos no estômago, varias delas sendo de um super-mercado Inglês - nova regra gramatical, acho. (Fonte: Editora Abril)

A indústria do plástico tem se defendido diante dessas movimentações antiutilização (já na nova regra gramatical, rs) dessa arma, digo...sacolas plásticas, com a afirmativa de que não é o plástico que causa danos ao meio ambiente e sim seu uso irresponsável, e que se deve fazer o uso responsável desse produto. (AVISO: Tudo que será dito a partir daqui não será generalizando!) Concordo em partes, mas esses caras só podem estar loucos! Não sei se digo isso por descrença na humanidade, mas pedir que TODA a coletividade (afinal, toda ela faz uso de sacos plásticos), faça uso responsável dos sacos plásticos é como pedir para um cleptomaníaco não roubar, praticamente impossível, CLARO que as pessoas não farão uso racional desse produto, mesmo afirmando que o estão fazendo, pois a grande maioria é movida por um senso comum (comuito distúrbio mesmo), pois sempre estão esperando que o outro faça primeiro, mas não por falta de iniciativa, mas por preguiça e medo de achar que perderá a comodidade, mordomia, conforto, ao mudar para uma atitude considerada mais “ecológicamente correta”, e por tal deixa que o outro faça sua própria parte e a do outro. Mas essa situação está mudando aos poucos, pois a água fria está começando a bater nas nádegas de todos, obrigando-nos a mudar de alguma forma, rs. (Aqui acaba a não generalização).

Saindo de minhas injúrias com o mundo e voltando para as informações, o plástico demora em média 400 anos para se decompor. Mas o problema também está na tinta ta estampa utilizada, que essa se desfaz mais rapidamente, eliminando assim os metais pesados utilizados em sua composição na terra ou na água, e depois de ter causado inúmeros danos durante alguns séculos, ao se decompor termina de eliminar os outros componentes químicos utilizados como aditivos e outros para fabricar o plástico, no ambiente em que estiver.

“Segundo o Programa Ambiental das Nações Unidas, existem 46.000 fragmentos de plástico em cada 2,5 quilômetros quadrados da superfície dos oceanos. Isso significa que a substância já responde por 70% da poluição marinha por resíduos sólidos.” (Fonte: Planeta Sustentável, Editora Abril)

Não estou fazendo apologia a eliminação total das embalagens plásticas, pois é como pedir para o mundo abandonar o carro: impossível em sua totalidade, pois ainda sim, os sacos plásticos são bem úteis, mas o que busco com esse post é mostrar que seu uso esta exageradamente abundante, pisando bruscamente no campo de supérfluo, desnecessário, e uso este que pode ser reduzido em vários setores.

Esse post será divido para evitar que fique demasiadamente longo (devia ter feito isso em outros artigos também), tendo sua continuidade em um artigo posterior, obrigado.

Essa música é muito boa...e o polipropileno é do mal....

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Como fazer uma vassoura com garrafas PET

Nossa...finalmente um tempinho pra postar algo! Desculpem a demora, mas os trabalhos de faculdade estão tomando grande parte do meu tempo nesse fim de ano.

Bom, desculpas à parte, rs, por esses dias assisti um vídeo no youtube de como fazer uma vassoura com garrafas pet, posso dizer que fica realmente interessante, pois fiz uma!

Acho interessante aprendermos essas coisas pois não sabemos quando vamos nos deparar com a oportunidade de ensinar a alguém que possa vir a usar esse conhecimento para se sustentar e sustentar a família também, fora que é uma forma de fazermos nossa parte para ajudar nosso pontinho azul chamado Terra.

Bom, o vídeo abaixo esta bem auto-explicativo (não lembro se com a nova regra gramatical auto-explicativo continua tendo hifén...ehehehe), porém qualquer dúvida só deixar um comentário que responderei prontamente.

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Análise de alternativas para o reaproveitamento dos resíduos de couro das indústrias calçadistas

Por Rafael Pena.

O mundo se globalizou de tal maneira que muitos aspectos fugiram do controle. O aumento do poder e do lucro fez com que muitas empresas trabalhassem apenas com o seu lado financeiro esquecendo assim, um dos aspectos mais importantes como: cuidar dos resíduos de sua produção.

Na cidade de Jaú, estado de São Paulo, esse panorama é percebido pelo grande acúmulo de resíduos das empresas calçadistas instaladas na cidade. A cidade conta com mais de 100 fábricas (registradas no Sindicato dos Calçadistas, fora as piratas que são muitas) produtoras de calçados femininos, gerando assim, uma média de produção diária de aproximadamente 1.000 pares de calçados por fábrica (isso é uma média, lembrando que há fabricas que produzem mais de 2000 pares diários como há aquelas que produzem menos de 100). Essas empresas geram uma média de 8 toneladas de dejetos por mês e, infelizmente, existem algumas empresas que descartam esses resíduos em locais totalmente impróprios (na certa pra não ter mais custos) como: praças, ruas desertas e terrenos baldios; acarretando assim um grave problema para o setor de meio ambiente local, devido a liberação dos componentes químicos derivados do tratamento químico do couro feito nos curtumes e que permanecem no produto, no caso: o couro, contaminando o solo e os lençóis freáticos seriamente por, muitas vezes, se tratarem de compostos não degradáveis.

Para garantir um desenvolvimento sustentável e um meio ambiente ecologicamente equilibrado, previsto na Constituição Federal Brasileira, é necessária, além da participação do Poder Público, a participação da sociedade em geral, inclusive do setor privado. Essa participação pode se dar com o comprometimento dos empresários, no sentido de desenvolver uma gestão ambiental com o compromisso de eliminar ou diminuir os impactos ambientais causados por seus dejetos. Esse comprometimento com o meio ambiente é cada vez mais exigido pelos consumidores, mas muitas vezes ignorado ou mascarado pelos fabricantes.

Para tentar atenuar o descarte inadequado dos resíduos do couro advindos dessas indústrias, foram propostas algumas alternativas. As alternativas encontradas foram: usar os rejeitos na confecção de produtos da construção civil (tijolos, concreto, divisórias, placas e painéis – Fonte e + informações: Unesp); confecção de briquetes (Fonte e + informações: InfoEner Usp InfoEner Usp), sua utilização como matéria-prima na confecção de artesanato e ultimamente reciclagem, onde o couro é transformado em liquido e novamente volta a ser couro (fonte e mais informações: Couro.com.br).

Foi necessário mapear a cidade de Jaú para verificar assim onde se localizavam os pontos de acúmulo do resíduo. Através desse mapeamento, foi possível detectar que muitos empresários ainda descumprem a legislação federal. De acordo com a legislação brasileira (Legislação Brasileira do Meio Ambiente, 2005) é de inteira responsabilidade do fabricante o descarte de forma correta dos resíduos provenientes de qualquer tipo de produção ou serviço.

Mas o impacto não esta somente no descarte incorreto do couro pelas indústrias de calçado, mas também no começo de sua produção. Muitos curtumes ainda utilizam metais pesados como o cromo (metal não degradável) no tratamento químico do couro, porém hoje já são encontrados meios alternativos nesse processo, onde os metais pesados são substituídos por componentes alternativos, como os taninos vegetais.

Muitos dirão ainda: usem mais couro sintético! De certa forma, o lado bom desse produto é que muitas vaquinhas terão suas vidas privadas de um assassinato em nome da intensa e crescente insaciedade de consumo da atual sociedade, fora que o processo de reciclagem desse material é mais barato do que a do couro. Mas seu processo de produção esconde um fator importante a ser ressaltado, é feito de PVC, derivado do petróleo, do qual só será pouco mais ecológico se feito de PVC reciclado.

Esses fatos foram fáceis de constatar porque aqui vivemos na capital do calçado feminino, e outras cidades como Franca, Bocaina e outros que lidam com couro, seja no calçado ou de outra forma também pode-se constatar que fatos assim ocorrem com muita freqüência e por tal sua “profilaxia” torna-se mais fácil de se realizar, mas imagino que em cidades onde esse mercado não é o foco principal das indústrias da cidade, ocorram esses desleixos porém são mais difíceis de virem a tona, o que só prejudicará o meio ambiente que, um dia, cairá nas costas dos habitantes nos derredores.

Esse artigo foi baseado na dissertação de Mestrado em Tecnologia Ambiental da Universidade de Ribeirão Preto, sob orientação do Prof. Dr. Murilo Daniel de Mello Innocentini do atual Bacharel em Administração de Empresas, Mestre em Tecnologia Ambiental e Professor das Faculdades Integradas de Jaú, Rafael Pena (ver Currículo Lattes), com inserção de algumas frases, observações e TRÊS parágrafos feitos por mim mesmo, Daniel...ehehehe, mas claro, com autorização prévia do referido autor.

Obrigado Pena pelo artigo, não estava afim mesmo de falar sobre a eleição do Barack Obama Hussein para a presidência dos EUA.

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Uma tecnologia simples e barata para desinfectar água

Uma boa notícia tem circulado na rede, sobre uma estudante de 18 anos, brasileira, que foi a vencedora do Prêmio Jovem Cientista após apresentar um projeto de baixíssimo custo que desinfeta a água com uma técnica chamada de solarização (veja matéria aqui), e que tem ajudado vários moradores carentes que vivem a beira dos rios de Belo Horizonte, porém essa técnica não é tão recente assim.

O projeto consiste em garrafas PET pintadas de preto de um lado, caixas de papelão e papel alumínio, onde é colocada a água a ser desinfetada e, após isso, é exposta ao sol por 4 horas. Tendo decorrido esse tempo, 100% de todas as contaminações por vírus e bactérias são eliminadas por meio do calor e da radiação UV.

“Microorganismos são sensíveis ao calor, é possível eliminar 99,9% deles aquecendo a água entre 50-60°C por cerca de uma hora. Assim são eliminados Enterovirus e Rotavírus, Coliformes fecais, Salmonela, Shigela, Vibrião da cólera, ovos de Ascaris, Tênias e Schistosomas, Giárdia, e outros. Radiação ultravioleta (UV) também tem efeitos letais sobre vírus e bactérias por sua ação sobre as enzimas e o próprio DNA. Menos de 30W.h/m2 são suficientes para eliminar Coliformes e Streptococus fecais bem como Escherichia coli.” (Fonte: vide observação no fim do artigo).

Porém, separadamente, esses dois fatores não exercem muita força sobre a eliminação da contaminação do que quando unidas (a união faz a força!), gerando assim um efeito sinérgico, elevando substancialmente a eliminação da contaminação. Porém há ressalvas para a aplicação dessa técnica, onde algumas delas são: deixar o recipiente limpo e ser transparente para a passagem dos raios UV, a água não pode ser turva, pois atrapalha na passagem dos raios UV que é absorvida conforme passa pela água, caso estiver turva, a água deverá ser filtrada (para verificar se esta turva, basta colocar a garrafa em cima de um sinal qualquer e olhando pelo gargalo verificar se é possível enxergá-la), e os recipientes não podem ser muito grandes, devendo ser de até 2 litros.

“Se a água a ser solarizada tiver ar dissolvido, e, consequentemente, o oxigênio nele contido, pela ação da radiação UV serão gerados peróxido de hidrogênio (água oxigenada) e radicais livres de oxigênio, extremamente letais aos microorganismos. Uma prática recomendada é, ao preparar a solarização, colocar de dois terços da capacidade de água da garrafa e agitá-la vigorosamente por cerca de meio minuto, completando a garrafa em seguida.”

Realmente recomenda-se apenas o uso de garrafas pet brancas transparentes, pois há garrafas que possuem um aditivo anti-radiação e por não impor barreiras para a entrada dos raios UV como nas garrafas coloridas.

Para unir o calor aos raios UV e potencializar a solarização, basta pintar um lado da garrafa de preto, e para melhorar mais pode-se forrar essa parte com papel alumínio (com mostra a figura abaixo) ou colocar a garrafa dentro de uma caixa forrada com alumínio, desde que os raios solares atinjam a garrafa por 4 horas.

Essa é mais uma das formas alternativas de conseguir o mesmo que vários produtos de alto custo disponibilizados no mercado fazem, mais uma inovação das organizações (taaabajara) das mentes humanas que buscam o bem comum, interessados apenas no bem estar coletivo em prol daqueles que são esquecidos pelas massas dominadoras e detentoras de grande parte do capital mundial.

OBS: as duas citações aqui mostradas foram tiradas do Blog De Barco na Amazônia, onde possui todas as fontes de pesquisa dessa técnica pelo autor do artigo, e esse artigo é uma adaptação do texto do mesmo blog feita por mim mesmo ehehehe.

Para mais informações a respeito também, acessem o site do projeto Sodis (em inglês)

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Estradas Verdes

É...realmente o tema “Meio Ambiente” esta em pauta nos vários confins do mundo e sendo cogitado seriamente nos cérebros dos vários pesquisadores espalhados pelo mundo, que buscam incansavelmente soluções para tornar nossas vidas algo mais “ecológicamente corretas”, talvez motivados pelos sérios problemas futuros que fomos capazes de sacar até o presente momento em relação ao nosso planetinha, claro, alertados pelo que já está ocorrendo.

Pois bem, agora parece que essa onda verde brevemente estará mais presente no nosso cotidiano com as chamadas “estradas verdes”, isso é se o projeto não for atravancado por empresas que preferem o monopólio atual em que se situam como protagonistas e que garante um lucro satisfatório que também garantem o estilo duro de vida (sarcasmo) cheia de bens e o incessante saciamento de suas necessidades e anseios por coisas supérfluas, fruto do consumo e estilo caro de vida de seus empresários.

Engenheiros Holandeses anunciaram a construção da primeira rodovia com uma pavimentação que elimina a poluição emitida pelos veículos. Partindo de um material desenvolvido pelos japoneses (só podia ser né), a pequena estrada de Hengelo, Holanda, receberá um pavimento que contém um aditivo capaz de capturar as partículas de óxido de nitrogênio (principal causa das chuvas ácidas) emitidas pelos escapamentos dos veículos, a estrada dessa cidade foi escolhida por estar sendo reconstruída e pelo ar lá ser mais puro, o que permite um acompanhamento dos avanços pelos pesquisadores.

“O concreto purificador de ar recebe em sua formulação um aditivo à base de dióxido de titânio. Quando exposto à luz do Sol, o material reage com os óxidos de nitrogênio, transformando-os em nitratos, que são inofensivos ao meio ambiente. Basta uma chuva para que todo o pó inerte seja lavado e a estrada fique limpa de novo.” Fonte: Inovação Tecnológica.

Não obstante, os espanhóis decidiram criar algo do gênero para a tão linda Madri, diferente dos holandeses, os espanhóis criaram um composto ao qual chamam de “noxer”, que é um revestimento também a base de dióxido de titânio que gruda ao asfalto e capta as partículas de óxido de nitrogênio com uma reação fotocatalítica, em dias de sol muito forte, esse produto ao ser misturado ao asfalto permitirá que sejam eliminados até 90% da poluição emitida por veículos e fará com que fique grudado ao asfalto, e em dia de sol fraco chega-se a 70% segundo os pesquisadores, e assim como o dos amigos holandeses, basta uma chuva para limpar novamente o pavimento e recuperar sua capacidade assimiladora.

Já que todos estão inspirados nas chamadas estradas verdes, os nossos tão estimados vizinhos, os Estado-unidenses não podiam ficar atrás, descobriram uma forma de gerar energia por meio do calor gerado pelo sol na pavimentação das rodovias, ruas e estacionamentos. O asfalto fica realmente quente sob o sol, e serve como coletor térmico para a geração de água quente ou energia elétrica, fora que elimina as chamadas “ilhas térmicas” das grandes cidades.

Os pesquisadores do Instituto Politécnico Worcester, nos Estados Unidos, utilizaram termopares incorporados ao asfalto para medir a penetração do calor solar no asfalto e canos de cobre para medir a transferência do calor para um fluxo de água, que pode ser utilizada em residências e indústrias, ou então enviada para um gerador termoelétrico e gerar energia elétrica. O bom é que o asfalto retém o calor do sol por muito mais tempo após o sol ter se posto, diferente das células fotovoltaicas conhecidas atualmente.

Porém a viabilidade do projeto ainda esta sendo estudada, podendo substituir os tubos de cobre por outro material especialmente desenvolvido para esse objetivo e que possa ser implantado durante o processo de recapeamento das vias já existentes, fora que também estão desenvolvendo tintas que diminuem a reflexão do asfalto e a incrementação de novos componentes, de forma a aumentar sua capacidade de absorção e armazenagem do calor.

Se realmente essa onda de gerar energia pelo calor do asfalto pegar aqui no Brasil, pelo menos os “encanadores” não vão ter problemas com a manutenção, já que terão muitos buracos no asfalto possibilitando o devido conserto (ehehehe) e quem sabe não privatizam também as ruas de nossas cidades, porém uma coisa é certa: teremos outro imposto, dito para a manutenção desse sistema, mas certamente desviado para cobrir os gastos com supérfluos da administração e quem sabe não será outra obra superfaturada?

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Instituto Akatu e a busca pelo consumo consciente

Há tempos venho falando sobre o consumismo e seu significado e conseqüências em se praticar essa ação de forma inconsciente e de forma impulsiva (está bem, até agora não abordei o assunto diretamente, ainda!).

Aqui não irei falar sobre o consumo consciente mas sim sobre um instituto que foca no esclarecimento popular para esse fim: consumo consciente! Navegando por ai, deparei-me com o instituto Akatu, pois é, aquele que vira e meche aparece nos créditos de dados comerciais na TV, e descidi saber um pouco mais sobre tal instituição.

Pra começar, fui direto na missão do instituto, do qual considerei bem interessante e mesmo que objetivo, bem claro:

"Conscientizar e mobilizar o cidadão brasileiro para seu papel protagonista, enquanto consumidor, na construção da sustentabilidade da vida no planeta."

Mas afinal, o que significa e qual a origem da palavra Akatu? Fazendo uma rápida busca no google (coisa que muitos deveriam fazer: usar buscadores pra tirar dúvidas) descobri que a origem é Tupi e seu significado é ao mesmo tempo "semente boa" e "mundo melhor".

De início pensei que apenas se tratava de mais um instituto que apenas queria lançar no mercado uma imagem de "empresa" sócio-ambientalmente responsável, mas de acordo com o estatuto do Akatu do qual está disponível para download no próprio site do Akatu(link para o download do estatuto) mosta que é uma associação civil sem fins lucrativos e/ou econômicos.

Bom, voltando ao breve assunto consumismo consciente e sem mais delongas, no site do instituto há descritas algumas dicas de como fazer um consumo mais consciente e também algumas orientações praticas bem interessantes também, com isso já elimino vários posts sobre o assunto, mas não me impedirá de comentar sobre num futuro próximo...ehehehe...mas realmente insisto para que acessem os links pois lá contém informações do que fazer por exemplo com as pilhas ou óleo de cozinha e outras coisas mais, coisas essas que muitos não sabem o que fazer na hora do descarte e acabam jogando pelo ralo (só pra constar, com o óleo de cozinha usado da pra se fazer sabão, bio-diesel, etc).

Pela breve navegada que dei no site, pude notar que vale mesmo a pena conferir o conteúdo que de fato possúi conteúdo!

Quem se interessar, acesse o site do Instituto Akatu.

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Sustentabilidade: efeito da conscientização social

Por Daniel G / Sergio A. Brancaglion

Sustentabilidade! Não faz muito tempo que essa palavra começou a ser usada na mídia, como forma de alerta ou mesmo propaganda. Mas há muito que vem sendo “gritada” por ambientalistas e cientistas do mundo todo.

Mas afinal, o que é essa tal sustentabilidade?

Sustentabilidade se define como um princípio de uma sociedade que mantém os recursos necessários para um sistema social justo, ambientalmente equilibrado e economicamente próspero por um período de tempo longo e indefinido. Não trata-se apenas de árvores e animais, mas da interação da sociedade como um todo com o seu meio, sociedade da qual vive dentro de um ambiente vivo com suas próprias limitações.

Em suma, sustentabilidade é conseguir produzir qualquer coisa sem um impacto negativo ao seu entorno, no caso: o planeta! Básicamente é fazer o que precisamos fazer hoje sem prejudicar o amanhã.

"O desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem às suas próprias necessidades". Definição de desenvolvimento sustentável apresentada no relatório "Nosso Futuro Comum", publicado em 1987 pela Primeira Ministra da Noruega Gro Harlem Brundtland, conhecida por criar a definição de desenvolvimento sustentável mais aceita atualmente.

O Santo Graal da sustentabilidade na parte de um sistema ambientalmente equilibrado é a aplicação do termo “impacto zero”, ou seja, por exemplo: um sistema de produção fabril pode gerar impactos negativos com o meio onde está inserido, mas com um desenvolvimento sustentável esses impactos são reduzidos ou anulados. Como visto no documentário “The history of stuff” (A história das coisas), o sistema linear de produção atual é um sistema em crise, pois não é dada a devida atenção ao inicio e ao fim desse sistema, que seria a extração dos recursos do meio ambiente e o descarte do produto final pelo consumidor, pois focando-se apenas no lucro e na produtividade, não são medidos esforços de aumentar essa produção, sendo assim mais recursos naturais serão estuprados do meio ambiente e mais lixo é produzido, sendo que não há tecnologia suficiente para controlar e ajudar a gerir a quantidade exorbitante de lixo produzido diariamente. Desenvolvimento sustentável então é poder administrar esses sistemas de modo a não prejudicar o meio ambiente para as futuras gerações sem ter que diminuir produção e consequentemente o lucro, mas a adequação da empresa ao meios alternativos para manter-se e para evoluir em sociedade com um meio ambiente estável.

Mas também não é só isso, por exemplo, no sistema social: um garoto de rua me pediu dinheiro no sinal, o ato de eu dar o dinheiro apenas por caridade e seguir minha vida, sem me preocupar com o que vai acontecer com aquele garoto é (superficialmente) denominado filantropia, ou se preferirem “dar o peixe” (sem ensinar a pescar, mas como sempre há excessões). Não podemos apenas dar o peixe e fechar os olhos para as causas das diferenças sociais e com isso nos sentirmos realizados por termos dados 50 centavos para um garoto de rua, isso está longe de ser o ato de bondade do dia e não vai ser por isso que o papai noel irá nos visitar no verão.

Sua preocupação com certeza vale muito mais que 50 centavos, preocupação e interesse em saber o porquê das coisas, e buscar soluções para as causas, investindo com dinheiro, tempo ou conhecimento, investir com o que você tem de melhor (conceito de voluntariado), muito ou pouco, mas não fingir não saber dos problemas e continuar levando uma vida medíocre.

Devemos pensar de forma a não mais sustentar tal diferença e sim gerar oportunidades, para que os mais atingidos não necessitem de pedir, e sim conquistar, como casos de empresas que após ter longos anos de serviço de um funcionário, antes de demiti-lo, investe em cursos para ele (o funcionário), de modo que ele não fique perdido e jogado ao relento do desespero no mercado atual de trabalho que exige mão-de-obra especializada.

Mas o que isso tem a ver comigo ou com você?

A resposta é simples: você está inserido nesse planeta que chamam de terra, o que atinge um atinge vários, inclusive você, a menos que você se suicide e vire um simples número num gráfico estatístico do governo.

Só que esse não é o único problema. Está quente, e daí? Ligamos o ar condicionado, certo? Não. Porque em 2050 já teremos atingido o Pico do Petróleo e a energia barata vai ser coisa do século passado. Literalmente.

Já vimos muito sobre a importância de não sermos sangue sugas através do consumismo dos recursos naturais de nosso planeta – quando falo nosso me refiro aos terráqueos e não somente aos humanos – mas não podemos nos esquecer que em um planeta sustentável envolve muito de responsabilidade social.

Agir de forma responsável socialmente é viver consciente de nossas ações, e de como elas refletem no todo da sociedade e com o nosso meio, com o pensamento de que os mínimos detalhes fazem diferença, agir de forma a não prejudicar o planeta ou qualquer forma de vida nele presente.

Agir de forma responsável é ficar atento a “seta dourada do consumismo”, seta a qual move o mundo de hoje, porém responsável pela grande desigualdade social de nosso planeta. Desigualdades a qual determina em quantos metros quadrados as pessoas irão viver.

Todos já ouvimos falar das explorações da mão de obra barata de alguns paises, por empresas mundialmente conhecidas, piores que essas empresas somos nós que sabemos, e financiamos tal atitude, tudo pelos caprichos de uma vida moderna ditada por uma ilusão da mídia.

Mas se a coisa é tão fudida quanto parece, o que posso fazer a respeito?

Muitas coisas mesmo! Pra não ficar tão vago, citarei alguns exemplos: parar de usar sacolas plásticas, se for fazer compras leve sua própria sacola; diminuir o consumo que hoje é exagerado, mudar os hábitos de vida como ficar horas no banho para algo com menos impacto, se ver sua vó, mãe, tia, irmã, vizinho, e por ai vai,se ver alguem (ou você mesmo) lavando a calçada com a borracha vomitando água exageradamente, de um toque e mostre que pode ser lavado com vassoura e um balde de água, mostre que a calçada não sente sede nem calor, consuma produtos com atestado de procedência legal (ex: selos em móveis), ande bicicleta! (um ciclista a mais = um carro a menos), ou adote a carona solidária ou o transporte coletivo, melhor, em curtas distâncias, vá de a pé, mais saudável! E por ai vai...

Sustentabilidade sócio-econômico-ambiental se alcança com respeito e solidariedade, sentindo a importância da vida. Humana ou não, a VIDA.

Um boa dica de filme – O diamante de sangue.

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Caia na balada , essa é pra sexta-feira!

Esse artigo foi escrito e enviado pelo Sergio A. Brancaglion - Jaú-SP.

Até que enfim resolvi postar! Rs. Aula vaga de segunda feira na facul, lendo a Super Interessante vi uma reportagem que vale a pena mencionar.

Em Londres foi inaugurada uma balada sustentável, com uma pista de dança piezoelétrica ( capacidade que determinados materiais, como o quartzo, têm de liberar energia elétrica ao ser pressionado) feita de uma mistura de cerâmica com cristais de quartzo, que gera energia elétrica conforme as pessoas dançam, isso mesmo, a pressão exercida sobre o quartzo gera energia elétrica suficiente apara manter a balada funcionando.

Porém, como nem todo DJ é fera, se ninguém dançar a boate conta com um sistema de baterias, painéis de energia solar e uma turbina eólica que segundo os donos, dá e sobra, e de quebra o excedente é doado aos imóveis vizinhos (pra não reclamarem do barulho..ehehe).

Fazendo referência ao aquecimento global, as paredes são sensível ao calor e mudam de cor conforme a balada esquenta.

No banheiro, as descargas e torneiras utilizam água de chuva. E como não poderia deixar de ser, todos os vidros, metais, plásticos e papéis são reciclados. Já o bar causa certo estranhamento, só serve bebidas orgânicas, feitas sem nenhum tipo de agrotóxico ou produto químico, e seu destaque é bem esquisito: uma tal de “biocerveja”.

E tem mais se o negócio bombar, os organizadores pretendem transformar a danceteria ecológica em um evento itinerante. Muitos festivais e clubes já mostraram interesse em sediar uma festa auto-sustentável, inclusive em São Paulo.

Apesar de estarmos longe do ideal, felizmente muitos estão inovando e cada vez mais novos tipos de empreendimentos aderem ao modo sustentável de vida.

Bom, é isso ai, como dito, muitas empresas já agem de forma sustentável, porém enquanto estar no topo das pesquisas da revista Exame for o principal objetivo delas, a sustentabilidade e a igualdade social, estará sempre em segunda plano, mas isso e assunto para outro post.

Para ver como a estrura da balada funciona entrem no site da super interessante da editora abril.

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A História das Coisas

Deixe de lado tudo o que estiver fazendo e assista a esse documentário, sério, vai valer a pena, depois de assistir continue a ler, também vai valer a pena...rs..um grande sucesso na internet mas não tão famoso assim é o video a seguir da americana Annie Leonard, uma especialista em sustentabilidade, The Story of Stuff (A história das coisas), está no site, mais de 3 milhões de visitas. Se você é daqueles que evita o máximo de ler, aqui tem uma versão dublada.

A culpa é de quem? Com certeza não é das empresas, mas sim, nossa culpa, consumidores! Pois eles apenas trabalham para suprir nossa crescente fome de consumo e apenas aproveitam esse espaço do mercado onde a demanda que cresce cada vez mais tem que ser suprida, claro que a outra parte é culpa das empresas, pelo modo que fabricam mas somos vampiros com sede de sangue, rs, e não saciar essa sede pode ser fatal, imaginem as pessoas que afogam suas mágoas nas compras como ficarão, pobrezinhas delas ehehe teriam que achar outra forma de amenizar sua ansiedade (quem sabe homicídios ou narcóticos, rs brincadeira). O pior é que somos constantemente levados a acreditar que temos que comprar dado produto para nos sentirmos bem, felizes, ou para sermos algo melhor, como sempre nos diz os comerciais de margarina, somos induzidos a uma ilusão que nos faz ver que nossa vida não será melhor quanto será se obtermos tal produto, mas tudo isso ainda é culpa nossa, pois é, aquele que possui um conceito de vida próprio formado, que acredita e SEGUE os próprios ideais, que sabe o que quer ou se não sabe pelo menos tem conhecimento que faz parte do processo e busca se conhecer e além de tudo procura criar um mundo melhor, esse sim não se abala tão facilmente, pois a mídia aproveita a vulnerabilidade de cada um, quase que individualmente, como aquele programa de TV onde a câmera fica dentro de uma estrutura como se fosse o fundo de um poço e um pastor fica lá “em cima” dizendo: “você que esta sofrendo, esta no fundo do poço e desacredita na vida, venha para...”, kra.....claro que quando acontece algo na vida de alguém, como a morte de um ente querido, ela vai estar muito fragilizada, é claro que vai estar na fossa emocionalmente, ai muda de canal e se vê no fundo de um poço com um dito cujo falando lá no alto palavras de impacto e é ai que, a pessoa “fraca mentalmente” (não encontrei outro jeito de falar) vai sucumbir a proposta (não criticando mas usando como exemplo).

O problema é que a solução seria: diminuir o consumo! Medida essa que sinceramente julgo impossível ser adotada pelo coletivo, talvez pela idéia de que muitos têm: de que abrir mão do consumo é abrir mão do conforto. Está certo que a diminuição do consumo levaria à conseqüências (olha a trema) um pouco ruins para a econômia de um pais, mas levaria a um bem para o planeta que agora tem seus bens estuprados violentamente e sem o menor remorso dos seus carrascos praticamente, fora que, usurpados todos os recursos, não teremos outra opção e seremos obrigados a abrir mão do que muitos chamam de conforto, e vai ser nessa hora que vamos levantar pois a água fria vai estar batendo na nossa bunda, mas sinceramente, tomara que esses muitos abram os olhos para ver a realidade que estão criando. Outro pensamento é: “ por que vou diminuir meu consumo se muitos quase nem consomem, se eu consumir muito não vai fazer diferença sou só eu, e tenho que consumir por aqueles que não podem consumir muito”, quanto a isso: sem comentários!

Mas o que quero mesmo dizer é sobre que muitas coisas que fazemos diariamente, o fazemos sem perceber, muitos afirmam que não, mas são zumbis da própria vida, carregados pelo inconsciente coletivo, como se a racionalidade só servisse para fazer cálculos de matemática na escola e a consciência então fosse algo sobrenatural no modo de vida ocidental.

Até quando vamos fingir não estar acontecendo nada e apenas levar nossas vidas do modo medíocre que levamos? Viver apenas para suprir nossos desejos num ato de trabalhar para comprar pra matar a vontade e assim sucessivamente até o dia de nossa morte? Até quando? Hein? Rsrs...viver sem nada ter feito pra mudar, mesmo que seja a si próprio, ninguém é perfeito, mas levar a vida apenas vivendo a mercê dos acontecimentos sem procurar se melhorar pra mim é ignorância. Pois enquanto o círculo de uma ação não for fechada, ela se repetirá até o individuo aprender o que tem que ser aprendido. A cada ação gera uma reação igual e oposta de força equivalente.

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A Alquimia do povão: Reciclagem!

Pra quem não sabe, alquimia é (superficialmente falando) a tradição antiga da qual um dos objetivos principais é a transmutação dos metais inferiores em ouro. Hoje podemos considerar a reciclagem como um tipo de alquimia do povão, cujo requisito básico não passa de uma boa criatividade e iniciativa.

Hoje em dia vive-se falando em “produtos ecologicamente corretos”, porém nada acontece em relação a isso com a iniciativa privada sem que haja preços elevadíssimos para o consumidor ou que não sejam rebatidos com a argumentação de um alto custo para a empresa (falta de interesse), pois bem, a saída é apelar para o jeitinho brasileiro, onde com materiais que seriam descartados, lançados nas lixeiras e normalmente no chão pela maioria e acabariam por continuar a poluir o ambiente, podem se transformar em produtos onde no mercado seriam encontrados com um preço elevado para a maioria e então ajudar em parte da porcentagem na econômia residêncial como é o caso do “litros de luz”.

Esse invento simples faz surgir a pergunta: “pq não pensei nisso antes!” rs...Foi inventado por um mecânico de Uberaba na época do apagão e consiste apenas na refração da luz que passa por uma garrafa pet com água, presa ao telhado, rs. Pois é, com isso ele conseguiu reduzir 30% do consumo de energia de sua oficina mecânica substituindo as lâmpadas convencionais pelas garrafas que iluminam, segundo a medição de técnicos da Companhia Energética de Minas (Cemig), o equivalente a uma lâmpada de 60 Watts por cada garrafa!

"É uma garrafa PET de dois litros, com água limpa, duas tampinhas de água sanitária e um potinho de filme de máquina fotográfica para proteger do sol, para não estragar a tampa", ensina seu Alfredo.

Essa medida simples, apesar de não poder ser aplicada a todos os ambientes como casas com forro, prédios, etc (apesar que partindo da idéia da refração da pra se pensar em algo)já ajuda e muito na iluminação de fábricas que geralmente utilizam forro de amianto por exemplo. Além do mais, acaba sendo mais proveitoso do que telhas de vidro, que por sua vez deixam no ambiente um faixo de luz do sol cortando a sala enquanto que com a garrafa, a luz é homogêneamente distribuída por todo ambiente além de não estar inserindo no mercado outro produto com potêncial futuro de virar “lixo”.

Existem outras coisas que estão sendo feitas por pessoas do mundo todo para encontrar meios alternativos de se construir produtos a baixo custo, produtos esses que são encontrados no mercado a um preço alto. Acredito que os países (inclusive e principalmente o Brasil) não investiram em meios sustentáveis e renováveis de energia por causa das grandes companhias de energia e afins, que terão queda nos lucros com a adoção desses meios, como a geração eólica e solar, que quando instalados nas casas podem garantir autonômia da residência e em períodos de baixo consumo, a energia gerada em excesso é vendida para a companhia de energia.

No site www.lixo.com.br são encontradas informações interessantes para o uso daquilo que achamos que não serve mais, além de outras soluções alternativas como um aquecedor de água feito com garrafas pet (aquelas que encontramos nos telhados de prédios e algumas casas), um sistema de irrigação também com garrafas pet e uma antena wireless feita com lata velha. Fora isso também há indicações da gestão de resíduos (o que fazer com determinada coisa quando for jogada fora).

E um outro blog completíssimo que encontrei é o Viver Sustentável que contém muitas outras informações compiladas além de inúmeros tutoriais para download de como se fazer as mais variadas coisas utilizando meios alternativos, como propõe a missão do próprio blog: ”Aqui pretende-se ter o foco na parte prática da sustentabilidade: o COMO FAZER.”

Eu sinceramente recomendo esse blog, pois a solução para tornar sua vida mais ecologicamente correta pode estar lá...rsrs...

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